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Saúde e educação no Brasil são exemplos para colombianas

Alunas colombianas da Escola de Enfermagem, buscam conhecimento e ensino de qualidade para mudar a realidade em seu país

O povo brasileiro vive um momento de muita autocrítica, com depreciação dos  sistemas de saúde, de educação e, ainda, em relação a falta de proximidade entre as pessoas. Se exagerada ou não, cada um expressa aquilo que mais o aflige. Mas o interessante analisar nesse processo é que essa visão negativa não é a mesma percepção que outros povos têm do Brasil, especialmente dos sistemas de saúde e educacional.  O que pode ser conferido no relato de duas colombianas, Lorena Arias Hurtado e Mabel Angélica Sanchez Gonzalez que escolheram o Brasil, mais especificamente a USP e a Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP), para estudar ou completar seus estudos. Os motivos da escolha foram justamente terem como exemplo o sistema de saúde e a qualidade da educação do País. Elas também citam, com entusiasmo, a garra dos brasileiros para lutar pelos seus direitos como um exemplo a ser seguido.

Lorena chegou ao Brasil no início de fevereiro e vai ficar até julho. Ela, que já estudou enfermagem na Colômbia por quatro anos, está na EERP para cumprir estágio supervisionado, uma das exigências do último ano de seu curso. Lorena conta que escolheu o Brasil por saber que aqui, a enfermagem é muito bem vista, e que é um dos pioneiros em maternidade, área em que mais se identifica.

Outro motivo que levou Lorena a querer vir para o Brasil, foi a vontade de conhecer de forma mais próxima o Sistema Único de Saúde (SUS). Ela relata que no seu país, o sistema de saúde não é tão estruturado como o SUS, que cuida e previne, além de alertar e ensinar as pessoas a como se cuidarem. “Na Colômbia a saúde é voltada, em sua maior parte, para o clínico, que é a medicina interna, com tratamentos dentro do hospital, quando o paciente está num estado em que precisa de mais atenção e acompanhamento”, relata.

A colombiana se mostra maravilhada com nosso sistema de saúde. “Acho que o certo é como vocês fazem aqui, prevenindo para que as pessoas não fiquem doentes.” Segundo Lorena, a Colômbia está trabalhando para que a saúde melhore nesse aspecto, mas que ainda está longe de se igualarem ao Brasil, pois falta investimentos do governo. “Não são todos os políticos que querem que as coisas sejam desse jeito, porque, como está, dá mais dinheiro pra eles.”

Outros pontos em que a enfermagem do Brasil se diferencia da Colômbia, de acordo com Lorena, é na carga horária e nas atividades realizadas pelos enfermeiros. Enquanto por aqui, os profissionais têm carga horária de seis horas, lá eles trabalham 12 horas, o que, segundo a aluna, não é bom, uma vez que depois de determinado tempo de trabalho, o profissional já não é tão produtivo.

Fora do ambiente acadêmico, Lorena declara sua admiração pela garra do povo brasileiro: “O que gosto no Brasil é que as pessoas lutam muito pelo que querem. Se reúnem para conseguir algo. O SUS e outras coisas que vocês têm são por causa das lutas da sociedade.”

Já Mabel, moradora de Bogotá, capital da Colômbia, vai fazer toda a graduação em enfermagem na EERP, ou seja, ficar no Brasil por quatro anos.  “Escolhi vir para o Brasil por conta da qualidade da educação e, em especial, a qualidade do ensino da USP. A educação na Colômbia não posso dizer que é ruim, mas não é muito boa, e é muito cara! Praticamente quem estuda é quem tem dinheiro. Quem não tem possibilidade não estuda.”

Na Colômbia, segundo Mabel, não existe muita proximidade entre aluno e professor. A relação se limita ao contato em sala de aula, e em casos extremos, por e-mail. “Aqui podemos ter um professor como amigo no facebook. Eu gosto disso porque, se temos uma dúvida, podemos falar com eles pelo facebook, skype ou mesmo whatsapp. E isso os professores da Colômbia nunca vão fazer.”

Sobre o curso da EERP, Mabel diz que gosta da parte prática e do contato mais próximo com pacientes. “Na Colômbia isso acontece só no último ano do curso, enquanto aqui se tem a partir do segundo ano. Com a prática, aprendemos mais e adquirimos mais experiência”, finaliza.

Mabel se diz muito animada para passar quatro anos no Brasil e suas expectativas são altas. “Eu espero que a minha formação aqui me traga um bom conhecimento. Se eu voltar pra Colômbia com um diploma de uma universidade renomada da América Latina, serei recebida em um ótimo hospital. Quero conseguir um bom trabalho e atuar no que eu gosto, que é na ajuda às pessoas. Tenho certeza que a USP vai me proporcionar coisas muito boas.”

Unanimidade entre as colombianas é a satisfação com boa receptividade e acolhimento do povo brasileiro. “A atenção dos funcionários da EERP, a educação e a disposição a ajudar nos surpreenderam”, relatam.

Por: Stella Arengheri
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